Se você não sabe o que é um fundo de hedge e como eles funcionam, pode estar perdendo oportunidades de diversificar sua carteira, proteger seu patrimônio e até lucrar em momentos de crise.
Enquanto muitos investidores seguem o mercado passivamente, esse tipo de fundo opera com liberdade estratégica, agilidade e foco em retornos consistentes — mesmo em cenários adversos. Não à toa, seus administradores estão entre os mais bem pagos do mercado.
Mas afinal, o que exatamente um fundo de hedge faz? Quem pode investir e quais são seus reais benefícios? E o salário do gestor de fundos de hedge?
Neste guia completo, você vai entender como funciona essa estrutura, quais são suas estratégias, riscos, vantagens e muito mais. Confira!
O que é fundo de hedge?
Um fundo de hedge (hedge fund ou fundo de cobertura) é uma estrutura de investimento voltada a estratégias mais flexíveis e sofisticadas do que fundos tradicionais. Criado para buscar retorno absoluto, ele visa proteger e multiplicar o patrimônio mesmo em cenários de instabilidade econômica.
A estrutura combina ativos tradicionais e alternativos (como ações, moedas, derivativos e até criptomoedas), aplicando táticas que buscam lucros independentemente do movimento do mercado, como alavancagem e técnicas avançadas de gerenciamento de risco.
Esses fundos costumam ser acessíveis apenas a investidores qualificados devido ao seu risco e complexidade. Ainda assim, ganham destaque por sua capacidade de diversificação e proteção (o famoso "hedge"), bem como pela menor regulamentação, que lhes garante maior flexibilidade.
No Brasil, os fundos com características mais próximas aos fundos de cobertura são os fundos multimercados devido à diversificação. Mas nem todos os multimercados são hedge, e esses tipos operam com regulamentações diferentes.
Objetivos de um hedge fund
Os principais objetivos deste tipo de fundo são:
Proteger o capital em momentos de crise;
Diversificar a carteira com diferentes ativos;
Reduzir correlação com mercados tradicionais;
Aproveitar oportunidades com estratégias não convencionais;
Gerar retorno absoluto, independentemente do cenário econômico.
De acordo com a LCH Investments, os 20 maiores fundos do mundo acumularam um recorde de US$ 93,7 bilhões em lucros em 2024, reforçando sua relevância no cenário global.
Entre eles, Citadel, D.E. Shaw e Millennium Management permanecem como líderes de performance, ocupando as três primeiras posições em ganhos líquidos desde suas respectivas fundações.
Esses números mostram que, mesmo em um ambiente de maior competição por atenção no mercado, os hedge funds bem geridos continuam sendo uma referência em consistência e capacidade de adaptação estratégica — e podem servir de inspiração para investidores que desejam diversificar com inteligência e visão de longo prazo.
E será que os fundos de hedge são legais? Sim. Como apontamos, eles obedecem a regulamentações específicas, são organizados como fundos de investimento privados e são válidos.
Leia também: Explicação sobre fundos de índice de cripto
Quem pode investir em um fundo de cobertura?
Por serem estruturas de risco elevado e estratégias avançadas, esses fundos são indicados principalmente para investidores qualificados.
De acordo com a regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), são considerados qualificados:
Entidades reguladas (como instituições financeiras e seguradoras);
Investidores profissionais com certificações específicas (como CFP ou CNPI);
Pessoas físicas ou jurídicas com mais de R$ 1 milhão em investimentos financeiros.
Além disso, o investimento mínimo costuma ser mais alto do que em fundos tradicionais — variando entre R$ 50 mil e R$ 1 milhão.
Outro critério comum para os fundos de cobertura é o convite: é comum que ele seja exclusivo para investidores convidados, sem abertura para a entrada de novos cotistas.
Tipos de fundo de hedge

Os hedge funds podem adotar diferentes classificações, dependendo da estratégia, dos ativos usados e do perfil de risco. Abaixo, destacamos alguns tipos:
Fundos macro: apostam em grandes tendências econômicas, políticas e globais;
Fundos quantitativos: utilizam algoritmos e modelos matemáticos para tomar decisões;
Fundos multimercado: atuam em diversos setores (juros, câmbio, ações, cripto), com liberdade estratégica;
Fundos long & short: compram ativos com potencial de alta e vendem os que devem cair, lucrando com a diferença.
Essa estrutura também varia conforme o perfil de risco.
Os mais conservadores buscam estabilidade com ativos de renda fixa ou estratégias de arbitragem, minimizando volatilidade.
Já os mais arrojados apostam em mercados emergentes, vendas a descoberto ou empresas menos conhecidas, podendo gerar retornos altos, mas com maior exposição ao risco.
Além disso, é comum a comparação entre fundos de hedge vs fundos mútuos.
Enquanto os hedge funds têm flexibilidade e buscam retorno absoluto, os fundos mútuos seguem regras mais rígidas e oferecem menor risco.
Já na comparação fundo de hedge vs private equity, a diferença está no foco: PE investe em empresas não listadas, buscando valorização no longo prazo. Fundos de cobertura operam ativos líquidos e têm maior agilidade.
Principais estratégias, riscos e vantagens de fundos de hedge
Um hedge fund se destaca pela flexibilidade em aplicar diferentes estratégias.
Essa liberdade pode trazer altos retornos, mas também exige atenção redobrada aos riscos envolvidos.
As principais estratégias utilizadas neste tipo de fundo são:
Venda a descoberto: apostar na queda de ativos;
Diversificação global: exposição a ativos internacionais;
Arbitragem: explorar diferenças de preço entre mercados;
Alavancagem: usar capital emprestado para ampliar lucros (e riscos);
Criptomoedas: fundos modernos já usam Bitcoin, Ethereum e outros como hedge alternativo.
Devido às estratégias mais arrojadas, há alguns riscos envolvidos, como alta volatilidade, risco de crédito e liquidez, estratégias complexas e opacas, bem como a dependência do gestor.
Em contrapartida, como já pontuamos nas características desse tipo de fundo, ele traz algumas vantagens, como:
Maior liberdade estratégica;
Acesso a ativos não convencionais;
Proteção (hedge) contra cenários adversos;
Possibilidade de lucro mesmo com o mercado em queda.
Ou seja, apesar dos riscos, esses fundos permitem combinações mais sofisticadas de investimentos, sendo ideais para diversificação avançada.
Com a crescente adoção de ativos digitais, a inclusão de criptoativos — como os disponíveis na OKX — reforça ainda mais o potencial estratégico de um hedge fund moderno e atualizado.
Exemplo de fundo de hedge de sucesso
Os maiores fundos de hedge do mundo são ótimos exemplos de como essa estrutura pode ser bem sucedida.
Segundo a LHC Investments, o Citadel, gerido por Ken Griffin, lidera a lista, acumulando US$ 83 bilhões em ganhos líquidos desde sua fundação. Com estratégias flexíveis e uso intensivo de tecnologia, o fundo tem mantido retornos expressivos ao longo dos anos.
O D.E. Shaw segue em destaque, com US$ 67,2 bilhões em ganhos líquidos. Seu sucesso vem da aplicação de modelos quantitativos avançados, tornando-se referência no setor.
O Millennium, liderado por Israel Englander, soma US$ 65,5 bilhões em ganhos líquidos. O fundo adota uma abordagem diversificada, explorando oportunidades em vários mercados.
Por fim, o Bridgewater Associates, fundado por Ray Dalio, acumula US$ 63,5 bilhões em ganhos líquidos. Reconhecido por suas estratégias macroeconômicas, já previu importantes eventos de mercado, como a crise de 2008.
Esses fundos exemplificam como a combinação de tecnologia, visão estratégica e modelos sofisticados pode gerar resultados consistentes ao longo do tempo.
Por que os gestores de fundos de hedge são tão ricos?

O salário do gestor de fundos de hedge pode chegar a dezenas ou centenas de milhões de dólares por ano. Mas, afinal, por que os gestores de fundos de hedge são tão ricos?
Ainda segundo a LCH Investments, desde 1969, esses fundos acumularam cerca de US$ 3,7 trilhões em ganhos brutos, mas apenas US$ 1,9 trilhão em ganhos líquidos chegaram aos investidores — ou seja, 48% do total foi absorvido por taxas de administração e performance.
A análise mostra que os próprios gestores retêm quase tanto quanto o que entregam. Isso se deve, em parte, ao modelo tradicional de cobrança: taxas fixas (1% a 2%) somadas a 20% sobre o lucro, que se tornaram padrão a partir dos anos 2000. Há também as taxas de administração (geralmente 2% sobre o valor total do fundo).
O resultado? Uma elite de gestores altamente qualificados, com acesso a dados, tecnologia e estratégias que poucos investidores conseguem replicar por conta própria.
Como iniciar um fundo de hedge
Criar um hedge fund exige conhecimento financeiro, planejamento estratégico e cumprimento de normas legais rigorosas.
Para iniciar, é fundamental definir a estratégia, estruturar a empresa, captar investidores qualificados e garantir conformidade regulatória.
Passo a passo para começar um hedge fund:
Aprimore seu conhecimento especializado sobre finanças, regulamentação e gestão de fundos;
Defina a estratégia de investimento (ex.: long/short, arbitragem, macro, cripto etc.);
Estruture a empresa legalmente, geralmente como sociedade limitada;
Registre-se e cumpra as normas regulatórias locais e internacionais;
Capte investidores credenciados, que atendam aos requisitos de patrimônio ou renda;
Monte uma equipe capacitada com analistas, compliance, jurídico e gestão;
Implemente sistemas de administração e compliance para gestão e transparência;
Escolha uma plataforma de execução para o investimento.
A OKX oferece um ecossistema completo para gestores que buscam diversificar com cripto. Além de acesso a uma variedade de ativos digitais, a plataforma conta com ferramentas avançadas, opções de staking, liquidez global e suporte especializado.
Quer levar sua estratégia de hedge a um novo patamar? Explore a OKX e descubra como a cripto pode fortalecer seu fundo com inovação, tecnologia e segurança.
Conclusão
Agora que você sabe o que é um fundo de hedge, como ele funciona e por que é tão valorizado no mercado, é hora de olhar para o futuro.
Gestores e investidores que buscam diferenciação precisam de liberdade estratégica — e isso inclui considerar ativos não convencionais, como criptoativos. É aí que entra a OKX.
Com ferramentas profissionais, staking, liquidez global e suporte dedicado, a OKX é uma aliada para quem deseja incorporar criptomoedas a uma estratégia moderna de hedge.
Lembre-se: os melhores resultados surgem da combinação entre gestão eficiente, inovação e leitura de cenário.
Entender como funciona um fundo de cobertura pode abrir portas para investimentos mais inteligentes, diversificados e resilientes — e agora você está pronto para dar esse próximo passo.
Saiba como a OKX protege seus fundos de cripto e aumenta a segurança!
© 2025 OKX. This article may be reproduced or distributed in its entirety, or excerpts of 100 words or less of this article may be used, provided such use is non-commercial. Any reproduction or distribution of the entire article must also prominently state: “This article is © 2025 OKX and is used with permission.” Permitted excerpts must cite to the name of the article and include attribution, for example “Article Name, [author name if applicable], © 2025 OKX.” No derivative works or other uses of this article are permitted.